Quão doce e meiga és tu, minha amada,
que as mais macias flores
são, junto de ti, ásperas;
Quão fina e justa és tu, minha amada,
que a mais ampla ternura
é, perto de ti, ácida;
Quão leve e sã és tu, minha amada,
que o sujo mal-agouro
é, frente a ti, água;
Quão cego e tolo sou eu, minha amada;
escrevo-te poemas
que - belos -, diante de ti, são nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário