sexta-feira, novembro 03, 2006

Minha amada

Quão doce e meiga és tu, minha amada,
que as mais macias flores
são, junto de ti, ásperas;

Quão fina e justa és tu, minha amada,
que a mais ampla ternura
é, perto de ti, ácida;

Quão leve e sã és tu, minha amada,
que o sujo mal-agouro
é, frente a ti, água;

Quão cego e tolo sou eu, minha amada;
escrevo-te poemas
que - belos -, diante de ti, são nada.

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