É pouco falar-te o que penso
se a brecha que abro é o insano;
é pouco escrever-te com letras
se é com sentimentos que amo.
É pouco versar meu querer
se a quero com todas as artes;
é pouco afagar-te com beijos
se um todo é o que tenho p’ra dar-te.
É pouco e sempre irá ser,
se ao lado de ti envelhecer,
quando há um infinito p’ra estar.
É pouco e se vai meu saber.
Se lembrar de ti é esquecer,
do que já não lembro ’inda é pouco.
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