terça-feira, fevereiro 21, 2012

Sorte

Não é que as flores tenham ficado menos coloridas
e que o sol esteja aquecendo ou brilhando menos.
Não é que o violão tenha soado menos suave
e que toda voz que eu ouça me pareça ardida.
Não é que o futebol e a comida tenham perdido a graça
assim como as novelas, as bundas e tudo que passa.
Não é que todo convite tenha ficado menos interessante
e que todo o açúcar que eu coma pareça adoçante.
É que no meio de tudo foi que eu te encontrei
e vi em ti cores que são não veria,
com um brilho e calor que o sol não podia.
Ouvi no teu beijo umas mil melodias,
driblei minhas tristezas, provei tua alegria.
E além do mais, é tudo tão leve!
O nosso roteiro a gente é que escreve.
A nossa censura. Se é longo ou se é breve.
(E rimas à parte, a tua é melhor...)
Nós nos dirigimos,
só que um ao outro,
é mais que um encontro,
um raro convite
da felicidade.
E tudo que passa não vai ser mais doce,
nem tão mais bonito.
É questão de sorte,
eu não te escolhi,
eu fui escolhido.

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