domingo, janeiro 29, 2012

Esquece!

Esquece, ela não te ama mais!

E pudera. És ferida que não sara,
que dói quando bem quer.
És calor, depois flagelo,
és evo que sempre acaba.

Mas e se nesse teu peito
afogado de toda m'água
tiver mesmo verdade,
ainda que só conheça mentira.
E que tudo fora motivo,
mas que o amor estivera sempre,
de fato, inabalável.
E se é belo e justificável
teu pranto repetido,
teus argumentos,
tuas rugas
e tua desonesta desistência,
ainda assim:

Esquece, ela não te ama mais!

Nenhum comentário: