Esquece, ela não te ama mais!
E pudera. És ferida que não sara,
que dói quando bem quer.
És calor, depois flagelo,
és evo que sempre acaba.
Mas e se nesse teu peito
afogado de toda m'água
tiver mesmo verdade,
ainda que só conheça mentira.
E que tudo fora motivo,
mas que o amor estivera sempre,
de fato, inabalável.
E se é belo e justificável
teu pranto repetido,
teus argumentos,
tuas rugas
e tua desonesta desistência,
ainda assim:
Esquece, ela não te ama mais!
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