quinta-feira, setembro 07, 2006

O sábio

Ingênuo saber demais,
sabes tanto que se apaga
da memória tua essência
de ser sábio em excelência.

É penoso teu intento
de enxergar-te ao topo, isento;
tendo em todos tolerância,
nunca encanto ou relevância.

Admira-me o deslinde
de ser sábio ou pedante
que há em nossas referências.

Digo então que ignorante
faço-me das tuas culturas
e também das tuas carências.

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