Ser um cidadão comum.
Ter amigos, emprego, problemas,
não ter sorte em coisas pequenas,
produzir, não cansar, surpreender,
persistir, provar para merecer.
Ser de tantos pontinhos mais um.
Ter um carro e metas realistas,
(romantismo só pr’as horas vagas!)
estar feliz com medidas amargas,
perder tudo e ser otimista.
Ser distinto sem instinto algum,
procurar saber de tudo um pouco
e o que saiba seja imenso oco
se não for transformado em dinheiro
(até vale se for estrangeiro).
Ser parcialmente nenhum.
Ter o discernimento de amar
só enquanto o relógio deixar.
E crer no tempo que há de sobrar
no futuro perfeito. Será?
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