Vou escrever um desses poemas
que nem sei bem se deveria ser escrito,
pela fragilidade do tema
e por tudo que não foi dito.
Mas é que outro dia
trombei com uma alegria
que me tomou nos braços
e que, com certa malandragem,
me ofereceu pequenas doses,
fortes, raras e cortantes,
da sua própria magia
de amar sem ser amante
e partir quando bem queria,
sem nem avisar pra onde,
nem dizer se volta um dia.
E eu, que já não lembro como a esqueço,
passo as manhãs sonhando acordado
com as tardes que viravam vagarosamente noites,
na falta de pressa de beijos sufocados
pela vontade de suprimir o tempo.
Outro tempo.
2 comentários:
Não tem nada melhor ou pior que um amor livre haha, conheci e vivi. Aqueles que a gente nem sabe se classifica como amor ou devaneio, que a gente aproveita os segundos incertos de permanencia, e não sabemos se a gente deixa ir pela liberdade que o amor merece, ou se insiste pela necessidade de ter por perto com uma exclusividade egoísta. Eu sempre escolhi a liberdade de ir e vir, mas nunca foi uma escolha fácil né? É autruísta, afinal o amor pode escolher outros amores, e só podemos tentar ser felizes pela felicidade de quem amamos. No pior dos casos, a gente escreve, ou canta até que a ultima palavra, som ou lágrima de amor e/ou desilusão vá do coração pro 'papel' e nos sentimos Livres pra amar de novo.
Perfeito!!!
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