Queria te olhar, mas não olho. Não aceitaria o teu desprezo.
Teu olhar quase se rende, mas se corrige, segue reto. Nos decepcionamos.
Contra o nosso próprio desejo, mútua e sincronicamente, nos golpeamos.
Por medo, encarceramos nossas vontades e libertamos nossa indignação sobre a nossa falta de vocação para o amor.
Deus tenha piedade de nós que, por muito querer acertar, erramos. E, por muito tentar antever, empacamos antes mesmo de nos permitirmos viver, no presente, o outro.
Segue abaixo uma miscelânea de textos escritos em tempos distintos e que refletem bem a minha periódica manutenção enquanto escritor aprendiz, espécie de artista, diletante prepotente ou qualquer outra coisa que lhe me caiba julgar.
quarta-feira, julho 04, 2018
O medo
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