domingo, julho 22, 2018

Fábrica de monstros

Já percebeu que a nossa sociedade valoriza em seus diversos discursos o equilíbrio, mas não valoriza pessoas equilibradas?
Vejamos, se alguém tem um corpo incrível, é exemplo de saúde e beleza física, logo é admirada por todos e conquista diversos seguidores nas redes sociais, por exemplo. Acontece que, para essa pessoa alcançar esse posto, precisou ser extremamente dedicada, praticamente obcecada pelo que faz e fazer diversos sacrifícios. Para se destacar em algo, precisou abrir mão de muitas outras coisas. Ou seja, não existiu equilíbrio entre todas as atividades de sua vida.
O mesmo acontece com grandes músicos, por exemplo. Mergulham fundo no mundo dos estudos, muitos desde muito cedo, abrindo mão até de grande parte da sua infância. Muitas vezes são falhos nas suas relações sociais e não têm sucesso em suas vidas pessoais, mas são ovacionados por suas obras.
E a lista não para por aí. Grandes pensadores, cientistas, ativistas revolucionários, atletas, não ficam para trás. Mas gostamos disso, apesar do discurso contrário. Somos cruéis em nossas idolatrias. Veneramos uma certa monstruosidade. Metade incrível, metade desprezível. O equilíbrio é ordinário, passa despercebido.
Mas e você, entre extraordinário ou livre, o que prefere ser?

Um comentário:

Unknown disse...

Nossa muito difícil a escolha, a gente gostaria de ser um pouco dos dois. Gostaríamos de escolher o que amamos fazer e ao mesmo tempo sermos reconhecidos e amados por isso.