Me tornei uma espécie de vírus,
que repele o que quer e destrói o que tem.
Uma incógnita sem previsão de descoberta,
uma linha torta em busca da reta.
Uma fonte afogada em si mesma.
Me tornei uma confusão.
Queda livre de céu a chão.
Uma cratera que parece monte.
Uma história sem alguém que conte.
A certeza do não.
Me tornei a subtração do que eu não quis ser
com a falta do que eu pretendi.
Sou uma equação errada.
Tenho tudo e não me sobra nada.
Sou filho da ilusão.
Me resta escrever a mim mesmo.
Me salvem, os nadas e as rimas!
Pobres como eu,
se encontrem também em mim,
a nos separarmos do que sonhamos.
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